setembro, 2018

Decanter destaca Don Melchor como o pai dos vinhos ícones chilenos

De acordo com a renomada revista britânica, o vinho ícone de Concha y Toro foi o “primeiro super vinho chileno”, abrindo caminho para a categoria no mundo e ajudando a posicionar os vinhos finos chilenos no cenário global.  

A prestigiada revista britânica, Decanter, publicou um artigo no qual destaca a trajetória de Don Melchor, qualificando-o como o primeiro super vinho chileno e o precursor dos ícones chilenos.

O jornalista Michael Apstein destacou a decisão da Concha y Toro em apostar na elaboração de um vinho de alta gama, na década de 80, quando o Chile não contava com nenhum vinho desta categoria e o cenário vitivinícola ainda era incipiente.

Apstein degustou 23 safras de Don Melchor, outorgando excelentes pontuações para grande parte delas, destacando-o como um vinho brilhante, que “está à altura dos melhores vinhos do mundo com base em Cabernet Sauvignon, incluindo os de Bordeaux e do Vale de Napa. “

Don Melchor, o primeiro vinho ícone do Chile, é proveniente do destacado e reconhecido vinhedo de Puente Alto, localizado aos pés da Cordilheira dos Andes na ribeira norte do rio Maipo. Don Melchor é o único vinho chileno com esta trajetória, onde a fineza e a elegância deste Cabernet Sauvignon o levaram a um lugar de destaque no cenário vitivinícola mundial, posicionando-o dentre os grandes vinhos do mundo.

Concha y Toro, Don Melchor 2015, Puente Alto, Vale do Maipo

96 PONTOS

A versão atual é um vinho impressionante. A mineralidade familiar e seu buquê de frutas negras saltam da taça e aquelas notas se mantêm no paladar. Inclusive com o petit verdot na mescla, o volume é mais baixo, de maneira que as notas podem ser melhor sentidas. Semelhante ao de 2014, porém o 2015 mostra mais elegância e equilíbrio.

Concha y Toro, Don Melchor 2014, Puente Alto, Vale do Maipo

94 PONTOS

Um bebê, sem dúvida, com uma explosiva combinação de frutas negras e minerais no nariz. A fruta concentrada domina em boca, mas as notas exóticas em seu final sugerem que grandes coisas aparecerão com o tempo. Seus taninos refinados e um brilhante frescor garantem o equilíbrio.

Concha y Toro, Don Melchor 2012, Puente Alto, Vale do Maipo

93 PONTOS

Outro Don Melchor mais musculoso quando comparado com aqueles de uma década antes. Seu perfil, impulsionado pela fruta, é complementado por uma mineralidade e notas terrosas que dão lugar a um vinho jovem extremamente cativante. Longo, fresco e refinado, deveria evoluir bem ao longo de uma ou duas décadas mais.

Concha y Toro, Don Melchor 2007, Puente Alto, Vale do Maipo

96 PONTOS

Um retorno à elegância, com grande suavidade em seus sabores concentrados. Embora ainda não apresente notas maduras, o equilíbrio de frutas negras e minerais com um toque de amargor, o torna sedutor.

Concha y Toro, Don Melchor 2005, Puente Alto, Vale do Maipo

96 PONTOS

Tirado refinou ainda mais o estilo mais maduro de Don Melchor. Juvenil e poderoso, para bem ou para mal, os sabores mentolados desaparecem e foram sendo substituídos por toques de cedro, tabaco e minerais. Longo e preciso, é um vinho encantador, ainda que tenso e juvenil.

Concha y Toro, Don Melchor 2003, Puente Alto, Vale do Maipo

94 PONTOS

Obscuro e poderoso, como uma mola bem enrolada. Um deslumbrante desdobramento de minerais, alcatrão e frutas negras. Apresenta um frescor revigorante com taninos refinados. Deveria evoluir de maneira estupenda.

Concha y Toro, Don Melchor 2002, Puente Alto, Vale do Maipo

96 PONTOS

Extraordinário e ainda juvenil, ainda que se desenvolva de forma muito agradável. Possui uma potência similar a um Pauillac, harmonizada com uma refinada elegância. Aqueles que valorizam a fruta e os músculos acima da maturidade estarão encantados de bebê-lo agora. Mas, em minha opinião, deixaria repousar por outros cinco anos.

Concha y Toro, Don Melchor 2000, Puente Alto, Vale do Maipo

92 PONTOS

Ainda vigoroso e voluptuoso. Conserva seu encanto, especialmente no nariz. É maduro, mas não como uma geleia, graças a sua estrutura e acidez. Um atraente amargor final mantém o equilíbrio, com taninos finamente polidos somados à elegância geral.

Concha y Toro, Don Melchor 1999, Puente Alto, Vale do Maipo

92 PONTOS

A primeira safra com cabernet franc é consideravelmente mais juvenil que a de 1997 ou 1998. Este vinho segue a tendência de minimizar as notas de menta. Mais robusto que os de safras anteriores, embora não desequilibrado, entrega fruta negra acentuada por elementos herbáceos e minerais.

Concha y Toro, Don Melchor 1998, Puente Alto, Vale do Maipo

95 PONTOS

Outro vinho excepcional, com discretas notas mentoladas que amplificam as frutas negras e a mineralidade. Potente, sem ser atrevido nem excessivo, apresenta uma elegância notável. Seus taninos refinados e um final que parece não ter fim o tornam perfeito para beber agora.

Concha y Toro, Don Melchor 1997, Puente Alto, Vale do Maipo

97 PONTOS

A safra 1997 marca uma mudança estilística que talvez se deva ao fato de Tirado assumir o controle. Uma mineralidade de alcatrão, similar à de um Pauillac, substitui as notas mentoladas. Potente, porém contido, como um elegante cavalo de corrida esperando a largada. Uma poderosa mescla de alcatrão, terra e frutas negras. Taninos polidos.

 

Concha y Toro, Don Melchor 1996, Puente Alto, Vale do Maipo

96 PONTOS

A safra 1996 está esplêndida para ser bebida agora, com 20 anos de idade. Uma acidez brilhante e vivaz respalda sua opulência. Estupendamente equilibrado, tudo converge sem nenhum vestígio de ser pesado. Um toque de eucalipto o torna interessante. Em resumo: o vinho canta.

Concha y Toro, Don Melchor 1994, Puente Alto, Vale do Maipo

95 PONTOS

Apesar de ter mais de duas décadas, a safra 1994 se expande na taça. Sutis notas de menta e ervas ressaltam os sabores de frutas negras secas. Seus taninos suaves se justapõem a notas maduras e frescor, tornando este vinho muito prazeroso para ser bebido.

Concha y Toro, Don Melchor 1991, Puente Alto, Vale do Maipo

94 PONTOS

Completamente maduro, sem qualquer indício de declínio, este vinho combina um encantador caráter de folhas com uma frutosidade de berries e uma sutil firmeza que não deixa transparecer sua idade. As origens do Novo Mundo deste vinho são evidenciadas através de um toque de chocolate mentolado. Amplo, sem ser excessivo, é uma delícia de beber.

Concha y Toro, Don Melchor 1990, Puente Alto, Vale do Maipo

95 PONTOS

Com uma encantadora combinação de notas terrosas, herbáceas e frutadas, tanto no nariz quanto em boca, este vinho evoluiu de forma maravilhosa. Sustentado por taninos aveludados, seus toques de menta o tornam atrativo. Longo, brilhante e ainda vigoroso.

Concha y Toro, Don Melchor 1988, Puente Alto, Vale do Maipo

96 PONTOS

A segunda vindima de Don Melchor evoluiu de maneira brilhante e pode ser bebida estupendamente com 30 anos de idade. Surpreendentemente vigoroso, entrega harmoniosos sabores terrosos e de frutas secas. Um toque de menta reflete sua origem do Maipo.